DITADURA MILITAR
48 Anos do Famigerado Golpe Militar no Brasil
No dia 1º de abril de 1964, uma
parcela da burguesia nacional, alto clero da igreja católica, militares e latifundiários,
financiados pelo imperialismo norte americano, promoveram o Golpe Militar brasileiro.
A imprensa também teve um papel destacado
na preparação do golpe, muitos jornais de peso seguiram apoiando o golpe e seus
representantes e promoveram uma verdadeira desinformação social, em alta
escala. A exemplo dessa publicação do Globo no dia 2 de abril: “Salvos da
comunização que celeremente se preparava, os brasileiros devem agradecer aos
bravos militares que os protegeram de seus inimigos. Este não foi um movimento
partidário. Dele participaram todos os setores conscientes da vida política
brasileira, pois a ninguém escapava o significado das manobras presidenciais”.
O Globo, 2 de abril de 1964. e três
dias depois “A revolução democrática antecedeu em um mês a revolução
comunista”. O Globo, 5 de abril de 1964.
O Golpe militar
de 64, pôs fim ao governo do Presidente João Goulart, conhecido como Jango. O
presidente Jango havia sido eleito democraticamente vice-presidente pelo
Partido Trabalhista Brasileiro – PTB, na eleição que levou Jânio Quadros a Presidência
da Republica. Jânio Quadros renunciou a presidência no mesmo ano de posse 1961,
e Jango foi impedido de assumir a presidência automaticamente, e inconstitucionalmente
pela oposição que o acusava de ser comunista, como ele se encontrava em viagem diplomática
na Republica Popular da China, houve uma longa negociação, que teve a colaboração
do governador do Rio Grande do Sul Leonel Brizola, onde foi feito um acordo, em que
Jango assumiria como chefe de estado, num regime parlamentar. Jango só foi assumir
como presidente no ano de 1963, após um plebiscito onde o povo decidiu pela
volta do presidencialismo. Em 13 de março, o Presidente Jango, anunciou
em discurso na Central do Brasil, para mais de 300 mil pessoas, a nacionalização
das refinarias privadas de petróleo e desapropriação, para a reforma agrária,
de propriedades às margens de ferrovias, rodovias e zonas de irrigação de
açudes públicos. Desencadeou-se uma crise no país, com a economia já desordenada
e o panorama político confuso. A oposição militar veio à tona para impedir que
tais reformas se consolidassem, impondo o que consideravam manutenção da
legalidade e da restauração da ordem.
O golpe
não foi obra do acaso, nem tão pouco foi algo repentino, muito pelo contrario
foi organizado e orquestrado pelo Imperialismo Norte Americano, que já havia se
reunido com representantes do consulado americano no Brasil, dois anos antes de
ser deflagrado.
Logo após
o golpe, ocorreram os desmandos e perseguições as lideranças dos trabalhadores
e juventude, culminando no Ato Institucional Número I, que suspendia por dez
anos os direitos políticos de todos aqueles que eram contrários ao regime, e em 68 com o Ato Institucional número 5, AI-5 fechou o Congresso Nacional.
A ausência
do estado nos problemas da sociedade, faziam com que as camadas mais pobres
sofressem as conseqüências do regime, onde a falta de saúde, educação de
qualidades ( estimasse que nesse período o país viveu os maiores índices de
corupção da história ) e ainda por cima a proibição da participação de
movimentos populares e organizações, culminaram em revolta da população. O confronto
era inevitável e necessário, várias entidades foram fechadas como a UNE, UBES e
demais entidades estudantis espalhados pelo país, os sindicatos também foram
fechados e suas lideranças perseguidas. Muitos jovens e sindicalistas foram
presos, torturados e mortos, alguns estão desaparecidos até hoje.
A luta
das massas populares e organizações, em defesa do Brasil e pela liberdade,
foram fundamentais para a caída do Regime Militar. Hoje nossa luta é pela
abertura dos arquivos da ditadura, e punição para os mandantes e assassinos
ainda vivos, como forma de reparar os erros do passado. Pela construção de uma sociedade igualitária e
melhor, uma sociedade socialista.

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