domingo, 1 de abril de 2012

Ditadura Militar no Brasil


DITADURA MILITAR

48 Anos do Famigerado Golpe Militar no Brasil

             No dia 1º de abril de 1964, uma parcela da burguesia nacional, alto clero da igreja católica, militares e latifundiários, financiados pelo imperialismo norte americano, promoveram o Golpe Militar brasileiro.  A imprensa também teve um papel destacado na preparação do golpe, muitos jornais de peso seguiram apoiando o golpe e seus representantes e promoveram uma verdadeira desinformação social, em alta escala. A exemplo dessa publicação do Globo no dia 2 de abril: “Salvos da comunização que celeremente se preparava, os brasileiros devem agradecer aos bravos militares que os protegeram de seus inimigos. Este não foi um movimento partidário. Dele participaram todos os setores conscientes da vida política brasileira, pois a ninguém escapava o significado das manobras presidenciais”. O Globo, 2 de abril de 1964. e três dias depois “A revolução democrática antecedeu em um mês a revolução comunista”. O Globo, 5 de abril de 1964.
             O Golpe militar de 64, pôs fim ao governo do Presidente João Goulart, conhecido como Jango. O presidente Jango havia sido eleito democraticamente vice-presidente pelo Partido Trabalhista Brasileiro – PTB, na eleição que levou Jânio Quadros a Presidência da Republica. Jânio Quadros renunciou a presidência no mesmo ano de posse 1961, e Jango foi impedido de assumir a presidência automaticamente, e inconstitucionalmente pela oposição que o acusava de ser comunista, como ele se encontrava em viagem diplomática na Republica Popular da China, houve uma longa negociação, que teve a colaboração do governador do Rio Grande do Sul Leonel Brizola, onde foi feito um acordo, em que Jango assumiria como chefe de estado, num regime parlamentar. Jango só foi assumir como presidente no ano de 1963, após um plebiscito onde o povo decidiu pela volta do presidencialismo.   Em 13 de março, o Presidente Jango, anunciou em discurso na Central do Brasil, para mais de 300 mil pessoas, a nacionalização das refinarias privadas de petróleo e desapropriação, para a reforma agrária, de propriedades às margens de ferrovias, rodovias e zonas de irrigação de açudes públicos. Desencadeou-se uma crise no país, com a economia já desordenada e o panorama político confuso. A oposição militar veio à tona para impedir que tais reformas se consolidassem, impondo o que consideravam manutenção da legalidade e da restauração da ordem.
            O golpe não foi obra do acaso, nem tão pouco foi algo repentino, muito pelo contrario foi organizado e orquestrado pelo Imperialismo Norte Americano, que já havia se reunido com representantes do consulado americano no Brasil, dois anos antes de ser deflagrado.
            Logo após o golpe, ocorreram os desmandos e perseguições as lideranças dos trabalhadores e juventude, culminando no Ato Institucional Número I, que suspendia por dez anos os direitos políticos de todos aqueles que eram contrários ao regime, e em 68 com o Ato Institucional número 5, AI-5 fechou o Congresso Nacional.
             A ausência do estado nos problemas da sociedade, faziam com que as camadas mais pobres sofressem as conseqüências do regime, onde a falta de saúde, educação de qualidades ( estimasse que nesse período o país viveu os maiores índices de corupção da história ) e ainda por cima a proibição da participação de movimentos populares e organizações, culminaram em revolta da população. O confronto era inevitável e necessário, várias entidades foram fechadas como a UNE, UBES e demais entidades estudantis espalhados pelo país, os sindicatos também foram fechados e suas lideranças perseguidas. Muitos jovens e sindicalistas foram presos, torturados e mortos, alguns estão desaparecidos até hoje.
             A luta das massas populares e organizações, em defesa do Brasil e pela liberdade, foram fundamentais para a caída do Regime Militar. Hoje nossa luta é pela abertura dos arquivos da ditadura, e punição para os mandantes e assassinos ainda vivos, como forma de reparar os erros do passado.  Pela construção de uma sociedade igualitária e melhor, uma sociedade socialista.

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