PSOL representa contra senador Demóstenes Torres por quebra de decoro
O PSOL protocolou nesta quarta-feira
(28/03) representação que pede abertura de processo no Conselho de Ética do
Senado por quebra de decoro parlamentar contra o senador Demóstenes Torres
(DEM/GO), suspeito de envolvimento com o bicheiro Carlinhos Cachoeira.
Conforme denúncias, Demóstenes Torres mantém próxima relação com Cachoeira,
preso pela Polícia Federal sob suspeita de chefiar uma quadrilha de jogo
ilegal. Entre os favores recebidos, a disponibilidade de um telefone tipo
Nextel, o pagamento de R$ 3 mil no aluguel de táxi aéreo e eletrodomésticos
importados.
O pedido foi assinado pelo presidente nacional do PSOL, deputado federal
Ivan Valente (PSOL/SP). A representação pede que sejam ouvidas testemunhas,
inclusive Carlos Cachoeira, e que a Procuradoria Geral da República remeta informações
ao Congresso sobre as investigações da Polícia Federal que levaram à prisão de
Cachoeira.
A representação foi entregue à Secretaria Geral da Mesa do Senado, que vai
encaminhar o pedido para o presidente em exercício do Conselho de Ética, senador
Jayme Campos (DEM/MT). Entretanto, Campos, que é do mesmo partido que
Demóstenes, anunciou que irá convocar nova eleição para presidência do
Conselho. Caberá ao novo presidente aceitar ou rejeitar o pedido – com
possibilidade, em caso de rejeição, de que os demais membros recorram da
decisão.
Na representação, o PSOL afirma que Demóstenes tem relação pessoal com
Cachoeira porque admitiu ter recebido do empresário um fogão e uma geladeira
como presente de casamento, além de ter um celular habilitado por Cachoeira
para conversas exclusivas com o parlamentar.
“As denúncias são muito consistentes. Os fatos são graves e precisam de
apuração detalhada do Senado Federal, já que a ética parlamentar foi
comprometida”, afirmou o deputado Ivan Valente.
“A representação é apenas uma formalidade porque já há elementos da quebra
de decoro. Existe o tempo político e o tempo jurídico, uma coisa não interrompe
a outra. O Congresso está sendo chamado a se manifestar sobre uma ocorrência
grave”, completou o senador Randolfe Rodrigues (PSOL/AP).
O deputado Ivan Valente informou ainda que se deputados federais forem
citados pela Procuradoria Geral da República, a exemplo do que aconteceu com
Demóstenes Torres que terá abertura de inquérito no Supremo Tribunal Federal,
representações poderão ser apresentadas na Câmara dos Deputados. “Precisamos de
provas contundentes”.
Foto: deputado Chico Alencar, líder do PSOL na Câmara; senador Randolfe
Rodrigues; secretária da Mesa Diretora, Claudia Lyra; e deputado Ivan Valente.
Com informações do G1/Iara Lemos e Folha Online/Gabriela Guerreiro.
Fotos: Valter Campanato / Agência Brasil.

Nenhum comentário:
Postar um comentário