sexta-feira, 9 de março de 2012

6ª Cúpula das Américas





6ª Cúpula das Américas
A exclusão de Cuba por parte do governo dos Estados Unidos da América é inaceitável e injustificada.

Mais uma vez Cuba fica de fora da Cúpula das Américas

Em entrevista coletiva realizada no Dia Internacional da Mulher oferecida pelo Ministro de Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez Parrilla, o governo cubano denunciou:  
Não houve surpresa nenhuma, isto foi "a crônica de uma exclusão anunciada". Com um enorme desrespeito pela Colômbia e pela América Latina e o Caribe, os porta-vozes norte-americanos, desde o primeiro dia, haviam decretado a exclusão de Cuba.
O vice-presidente Joe Biden, a secretária de Estado Hillary Clinton, um vice-secretário e outros porta-vozes do Departamento de Estado expressaram seu veto, antes de que ocorresse a anunciada consulta.
Os Estados Unidos, com seu desapreço e arrogância, ofendem a dignidade da Pátria Grande de Simon Bolívar, da Nossa América de José Martí.
Expresso a enérgica denúncia de que a exclusão de Cuba por parte do governo dos Estados Unidos de América á inaceitável e injustificada. Faz parte de uma política de bloqueio econômico, político e midiático que é genocida, ilegal, que viola os direitos humanos dos cubanos, e que ficou claro naquele memorando infame do senhor Mallory, de abril de 1960, decretado para causar fome, desespero e alienar o apoio do povo a nosso governo.
O bloqueio é um crime e um erro que dura já mais de 50 anos.
Estimados colegas:
Cuba nunca pediu ser convidada a nenhuma das chamadas Cúpulas das Américas, nunca o fez no passado, e nesta tampouco. Limitou-se a responder que, caso for convidada em igualdade de condições e com plenos e iguais direitos, agiria de acordo aos princípios e à verdade, com todo o respeito, como sempre faz.
A posição dos países da Aliança Bolivariana para os Povos da nossa América (ALBA), é unânime e firme, embora alguns difundam intrigas a esse respeito. É unânime e firme na exigência do cessar do bloqueio a Cuba e do cessar da exclusão de Cuba de qualquer mecanismo hemisférico, como esta chamada Cúpula das Américas. É sólida e unânime na hora de exigir, de maneira inequívoca, que cesse esta exclusão e que este tema seja tratado com profundidade durante a 6ª Cúpula de Cartagena. É também unânime na postura de continuar observando, como declarou publicamente em sua reunião de 15 de fevereiro, o Conselho Político ou a Reunião de Chanceleres da ALBA, o resultado que se produziu ontem, quanto àquelas consultas que estavam em curso.
Os países da ALBA estão denunciando uma exclusão arbitrária e insustentável, própria da Guerra Fria, imprópria destes tempos
          Cabe ao Conselho Político da ALBA, como enfatizou em solidárias e valentes declarações o presidente Chávez, no dia de ontem, que por encargo da Cúpula de Chefes de Estado da ALBA, os chanceleres continuem examinando esta situação, coordenem suas ações e reiniciem suas consultas dentro da ALBA e com o resto dos governos da América Latina e o Caribe, sem exceção.
A posição de Cuba é a que expressou o presidente Raúl Castro Ruz, em 4 de fevereiro, em Caracas, na Cúpula de Presidentes da ALBA. Disse ali que Cuba jamais o teria reclamado, mas que apoia a proposta do presidente Correa, de Evo e de outros presidentes de agir para que cesse a exclusão de Cuba, posição que consideramos muito justa.
Ele expressou: "Eu quero agradecer a vocês, presidente Correa, a Evo e a vocês todos, estas afirmações... de importância vital. Vocês têm razão. Nós jamais temos reclamado que seja adotada uma medida como essa, mas nem por isso vamos deixar de apoiar esta, que consideramos muito justa".
Estas Cúpulas, como se conhece, surgiram em Miami, em 1994. Era a plataforma política para o desenvolvimento da Área de Livre Comércio das Américas, a ALCA, o projeto dos Estados Unidos de América para a anexação econômica de nossa Pátria Grande.
Em 2005, em Mar del Plata, os presidentes Hugo Chávez e Néstor Kirchner, com o apoio de outros e de Nossa América toda, enterraram a ALCA.
Em abril de 2009, em Porto Espanha, o presidente Obama prometeu uma nova política para a América Latina e o Caribe. Quanto a Cuba expressou seu desejo de encaminhar as relações entre Estados Unidos e Cuba em um novo rumo. O que dirá o presidente Obama na próxima reunião de Cartagena?
Estas Cúpulas, tal como a Organização dos Estados Americanos (OEA), de triste fama, apenas servem para que os Estados Unidos exerçam sua dominação. Os fatos mais recentes assim demonstram.

ABAIXO O BLOQUEIO CRIMINOSO DOS EUA A CUBA
POR UMA CÚPULA DAS AMÉRICAS JUSTA E IGUALITÁRIA

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