terça-feira, 7 de agosto de 2012

GREVE EM SUAPE É CONSIDERADA ABUSIVA PELA JUSTIÇA DO TRABALHO


GREVE EM SUAPE É CONSIDERADA ABUSIVA PELA JUSTIÇA DO TRABALHO

PORÉM : NADA FALAM SOBRE OS DESVIOS DE FUNÇÃO, DESCONTO ILEGAL DO SALÁRIO PELAS EMPRESAS PARA O SINDICATO E NÃO PAGAMENTO DE ADICIONAL DE PERICULOSIDADE DE 30% PARA OS TRABALHADORES

          Os cerca de 44 mil operários de Suape, decidiram por cruzar os braços e paralisar os trabalhos em todo o complexo, no último dia 01/8, por ficar indignados com a tentativa de manobra, promovida pela atual diretoria do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Pesada - SINTEPAV-PE. Após a Assembléia de sexta-feira 27/7, onde os trabalhadores haviam rejeitado em assembléia da categoria a proposta dos patrões apresentada pela diretoria do Sintepav-PE, de 7%. Os trabalhadores em sua maioria já haviam se retirado uma parte para sair em folga de campo ( os que moram em outros estados )  e a outra parcela para receber o salário,  por isso desconhecia qualquer acordo de 10,5%. 
         Para a surpresa dos mais de 44 mil trabalhadores contratados por diferentes construtoras responsáveis pelas obras do empreendimento, quando retornaram ao trabalho no dia 1º souberam que o acordo já havia sido aprovado e assinado com a patronal. Foi o estopim, a possibilidade de golpe na campanha salarial desse ano já havia sido denunciada por alguns representantes dos trabalhadores. Durante a mobilização dentro da refinaria houve um tumulto generalizado, pois alguns representantes do Sindicato tentavam fazer com que os operários seguissem ao local de trabalho, mas prevaleceu a vontade da maioria que convenceu aos demais funcionários a aderir à mobilização. 
       Os trabalhadores em Assembléia realizada na manhã do dia 02/8, aprovaram a anulação da proposta do sindicato de 10,5%, abono dos dias parados e uma nova proposta de 15% em que a diretoria do Sintepav-PE se comprometeu a apresentar aos patrões representados pelo Sinicon e participar de uma nova Assembléia marcada para a próxima quarta-feira 8 de agosto. Acontece que os diretores do sindicato mais uma vez não cumprem o acordado e escondem a proposta dos trabalhadores tirada em assembléia do dia 02/8.
         Hoje 07/8,  foi julgada no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 6ª Região a abusividade da greve iniciada em 1º de agosto por trabalhadores da Refinaria Abreu e Lima e da PetroquímicaSuape, o tribunal decidiu julgar como procedente o pedido de abusividade apresentado pelo sindicato patronal. E os trabalhadores deverão voltar ao trabalho após a assembléia, além de ter os dias de paralisação descontados .
Apesar das várias denúncias de desvio de função, não pagamento de adicional de periculosidade, desconto ilegal no salário dos trabalhadores pelas empresas para dar ao sindicato o Ministério Público do Trabalho da 6ª Região e Ministério do Trabalho não tomam nenhuma decisão, algumas denúncia já fizeram aniversário e apesar de esdrúxulas ainda se encontram sem solução. Mas é só os trabalhadores parar as suas funções, para denunciar uma tentativa clara de golpe, que logo os patrões pressionam e cobram atitudes imediatas para “resolver” o problema. 
         
         Não podemos admitir, que os trabalhadores sofram ainda mais com tanto descaso e omissão por parte de quem deveria os representar. E pior ainda, que sejam penalizados em conseqüência dos acordos e negociações estranhas à vontade da maioria da categoria. E o pior é que ainda querem que os operários aceitem tamanhas aberrações e verdadeiros ataques a seus direitos, calados e sem fazer nada.
         A responsabilidade de todos os transtornos até hoje, pertencem unicamente a estes falsos representantes da categoria, cujo o compromisso passa longe dos interesses dos trabalhadores. Podemos pensar daqui pra frente, em como resolver problemas que há muito vem se arrastando e penalizando a maioria dos trabalhadores e que hoje inevitavelmente precisam de mais atenção, como: os desvios de função, adicional de periculosidade de 30% e fim do desconto indevido pelas empresas, ou veremos a curto e médio prazo de maneira espontânea e inevitável, os trabalhadores tomando iniciativa de parar as suas funções por não agüentarem mais tanto descaso. 

 

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